O que é o Drex? Saiba como vai funcionar a moeda digital do Brasil

A nova moeda do Brasil já é assunto desde 2022, mas neste ano o projeto ganha forma. O Drex, nome anunciado pelo Banco Central para o novo projeto do real digital, é uma evolução do papel-moeda que já conhecemos, porém, com novas formas de uso. 

Com início das fases de testes em setembro, a expectativa é que a moeda digital brasileira seja disponibilizada para o público até o fim de 2024.

Por isso, se você quer estar por dentro da novidade para utilizá-la quando estiver disponível, está no lugar certo.

Abaixo, conheça mais detalhes sobre o Drex.

O que é o Drex?

O Drex apresenta uma abordagem inovadora na representação da moeda oficial do Brasil, o Real, sendo digital

Cada cidadão brasileiro terá a sua própria unidade armazenada em um sistema virtual, podendo realizar transações no equivalente ao valor das cédulas ou moedas tradicionais.

A principal diferença é o armazenamento que será totalmente virtual, por meio de carteiras digitais disponibilizadas pelas instituições financeiras.

> Leia também: Conheça as 6 principais tendências de pagamento 2024

O que é CBDC – moeda central oficial?

CBDC, sigla para Central Bank Digital Currency, trata-se de uma versão virtual da moeda oficial de um país, assim como o real no Brasil, emitida e regulada por um banco central.

Atualmente, o Banco Central só emite dinheiro em espécie, ou seja, notas e moedas.  Com o Drex, a instituição também passará a emitir o real em formato virtual, marcando uma transição significativa no sistema monetário do país.

O Drex é um bitcoin?

Não. Apesar do Drex utilizar a mesma tecnologia de criação das criptomoedas, a blockchain, não quer dizer que trata-se da mesma coisa. O Brasil não terá seu próprio bitcoin.

Ou seja, isso significa que a moeda digital não terá nenhum tipo de variação no preço e será regulada pelo Banco Central.

Como o Drex vai funcionar?

O Drex será disponibilizado por meio de contas digitais em instituições financeiras, aplicativos e plataformas de pagamento, onde será possível converter a moeda física em digital para realizar pagamentos, recebimentos e demais transações. 

Além da própria novidade da moeda digital, com o Drex os usuários poderão acessar outros serviços financeiros, que estão sendo desenvolvidos com novas tecnologias, como contratos inteligentes e dinheiro programável.

Qual a diferença entre o Drex e o Pix?

Não podemos negar que o Pix revolucionou a forma como lidamos com o dinheiro. A simplificação do ecossistema de transferência instantânea trouxe agilidade e conveniência sem precedentes.

Mas segundo o Branco Central, a diferença entre o Drex e o Pix, é que a moeda virtual deve impactar o sistema financeiro como um todo

Enquanto o Pix é um método de pagamento integrado ao modelo financeiro convencional, o Drex assume um papel mais amplo como uma transformação digital da moeda brasileira.

O Drex terá algum custo? 

O Banco Central informou que qualquer custo associado ao Drex será definido pela própria instituição financeira que vai oferecer o serviço. 

O Drex é seguro?

Sim. Mesmo em fase de testes o Branco Central afirmou que os níveis de segurança e privacidade das operações se mantêm os mesmos das operações já feitas pelo sistema bancário e de pagamentos.

Vantagens esperadas pela moeda digital do Brasil

A expectativa do Banco Central é que o Drex traga diversas vantagens para os brasileiros, impulsionando a eficiência e a segurança no sistema financeiro.

Veja abaixo algumas delas:

Agilidade nas transações

Qualquer transferência realizada com o real digital será confirmada em questão de segundos. Isso ocorre devido à natureza digital do dinheiro, eliminando a necessidade de confirmações adicionais de saldo. Essa rapidez impacta especialmente as transações de alto valor, que, tradicionalmente, costumam demandar mais tempo para aprovação.

Utilização internacional facilitada

A complexidade e custos associados ao uso de cartões em outros países serão coisa do passado com o real digital. Adeus às burocracias e taxas elevadas frequentemente associadas a transações no exterior.

Redução do risco de fraudes

O real digital surge como uma das opções mais seguras para realizar transações online. Com isso, a preocupação com fraudes em compras pela internet tende a diminuir, proporcionando uma experiência mais segura para os usuários.

Velocidade aprimorada

A liquidez do Drex será comparável à eficiência já reconhecida do Pix. O Real Digital promete acelerar as transações, graças ao uso de instrumentos e ferramentas de liquidação desenvolvidos pelo Banco Central.

Aumento da transparência nos pagamentos

Uma das principais promessas do Banco Central é que o Real Digital introduzirá maior transparência em todas as transações. Isso se tornará possível através da tecnologia de blockchain, facilitando o rastreamento de cada movimentação financeira.

Regulamentação mais robusta

Apesar de parecer abrangente, o sistema regulatório do Drex é mais preciso. Todas as diretrizes e políticas são estabelecidas diretamente pelo Banco Central, eliminando intermediários e proporcionando mais confiança e segurança para os brasileiros.

Os próximos passos do Drex

Com todos os requisitos atendidos na fase de teste, o Banco Central vai incorporar a tecnologia do Drex com a das instituições financeiras, e depois, disponibilizar a moeda para o público.

O principal objetivo dessa moeda digital, de acordo com o Banco Central, é facilitar o acesso a serviços financeiros, como empréstimos, investimentos e seguros, além é claro, de garantir mais segurança e privacidade nas operações.

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